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18 abril, 2015

Relatos de intercâmbio da Gigi: Parte I - Maturidade

Amadurecer parece algo bastante complexo quando paramos pra pensar sobre isso. Penso que amadurecer é um processo natural. Mais fácil para alguns, demorado para outros. E todos conhecemos pelo menos uma pessoa que parece que nunca amadureceu. Mas o fato é que ninguém dorme e puff!, acorda maduro. Penso que cada pessoa tem o seu tempo. Às vezes, algumas situações aceleram o processo.
Neste post, vou falar de como cresci fazendo intercâmbio, ou de como fazer intercâmbio me fez crescer.
Eu estava no terceiro ano de Letras quando uma sugestão da minha irmã veio de encontro a um sonho que eu tinha: porque você não faz um intercâmbio pra melhorar o Inglês? Topei. Mas parecia que o dia nunca iria chegar, tinha de passar pelo processo da agência que escolhi, parecia meio distante. Mas fui, passo a passo as etapas foram se fechado, e deu tudo certo. Finalmente chegou o dia de deixar o BR. Eu, sempre vaidosa, estava levando apenas uma bolsa e uma mala. Todos os anos de trabalho e foi isso que levei. Todo o resto foi distribuído entre as mulheres da família e em doações.
Morar fora parece uma idéia muito interessante, pois normalmente pensamos somente na parte divertida disso. A liberdade, as viagens, novas culturas, novas pessoas, compras, produtos de beleza a preço de banana. Ter a oportunidade de se reinventar, de ir pra um lugar onde ninguém te conhece e você não conhece ninguém. Deixar pra trás os mesmos problemas que já te tiraram o sono por tantas vezes! Tentador, não? Quem nunca pensou, “Ah, se eu pudesse fugir pra um lugar novo onde ninguém sabe quem eu sou, eu faria tudo diferente!” Ou mesmo, quem nunca teve vontade de embarcar num ônibus e ir sem rumo por vários dias?
Más notícias: quanto ao ônibus, você terá que  descer dele em algum momento. E os problemas? Eles são como as suas malas extraviadas pela companhia aérea: em algum momento elas batem à porta da sua casa. Alguns, assim como algumas malas, dão um jeito de chegar bem rapidinho.
Mas então, qual é a parte boa de morar fora por algum tempo, além das viagens e de aprender um novo idioma? Crescimento é a resposta. Ok, first things first: Como disse anteriormente, isso acontece de forma e intensidade diferentes para cada indivíduo. No meu caso, posso dizer que cresci mais em 2 anos e 4 meses do que fiz em 25. Uhum, bem isso! 
Me mudei para Hanover, New Hampshire, USA, em 2012. Uma cidade pequena, pouco conhecida, que sempre tinha de explicar que ficava perto de Boston, ou a três horas de Montreal, para que os outros tivessem um ponto de referência. Mesmo pequitita, lá tudo funcionava e muito bem.


                                                     

A intenção era ficar por lá um ano, talvez dois. Porém, se você for pra NH na metade de novembro, quando o vento do outono já pelou as árvores e a neve ainda não as cobriu, você começa a pensar que se conseguir ficar por um mês já será lucro. Agora, some isso ao fato de não conhecer ninguém lá além da sua host family, e o seu inglês ser nível iniciante. Não nos esqueçamos de adicionar mais alguns ingredientes à sopa: comida diferente, cultura extremamente diferente, leis diferentes, trabalho diferente, pessoas diferentes. Pronto? Sim, então agora, senta e chora. 
E depois de chorar todas as noites por vários dias, surge a idéia brilhante da semana: voltar pra casa dos pais! Sim, isso mesmo! Vou dizer pra minha host family que não dá mais pra mim, que não agüento nem mais um minuto, que estou morrendo aos poucos e que por isso  preciso voltar pra casa. Eles vão entender! Até porque, não tenho vínculo com eles, mal os conheço e nunca mais os verei na minha vida. As crianças são muito fofas e lindas, mas eu prefiro os adultos e os gatos. Então é isso, tchau, nice to meet you all! 
Nessa hora, em que olhei para a única mala que havia levado e ainda não havia desfeito completamente, o primeiro pensamento foi tipo: Vou embora!  Mas como?
Pois é, isso é o que eu queria saber também. No meu caso, eu havia investido nisso todas as economias e tomado emprestado algum. 
E agora?
Então, agora, não é que o primeiro dentinho da maturidade estava começando a crescer? Sem saída, você pensa: sinto muito, gata, mas você não tem opção. Terá de ficar até recuperar essa grana. 
Hum, pensa que foi fácil ouvir um ‘não’ da maturidade? Mais umas duas semanas chorando todas as noites até aceitar a idéia de que estava pobre e tinha que ficar na sofrência até juntar dólares pra tão sonhada carta de alforria e voltar correndo pra terra das palmeiras onde cantam os sabiás. 
Mas aí, percebi como é impressionante a capacidade de amadurecer rapidamente quando a necessidade nos obriga. Depois de 3 ou 4 semanas já me sentia bem melhor. Senti que era melhor ficar. Que eu não teria uma outra chance dessas por um bom tempo. 
As minhas responsabilidades aumentaram muito depressa pra acompanhar a minha liberdade. Penso que quanto maior for a liberdade maior é a responsabilidade. Acredito que a maturidade anda lado a lado com a necessidade. A necessidade de tomar decisões. Desde ter que decidir entre comprar uma roupa linda ou abastecer o carro pra uma short trip até de estender ou não o intercambio por mais um ano. A necessidade de ter que chorar sozinha no quarto morrendo de cólica. De  dormir sozinha numa casa no meio do nada quando a host family viaja e justo naquele final de semana que dá um tornado e a luz cai. Acordar de manhã cedinho e ver que o urso tentou comer a abóbora de Halloween que estava na porta da casa. Opa, e se ele está ao redor de casa, certamente anda pelas trilhas em que você costuma correr livre e solta no final da tarde. A necessidade de ter que arrancar o carro do meio da neve e dirigi-lo por ruas muito escorregadias. Respeitar as leis onde não se pode dar “o jeitinho brasileiro”. Ver o quanto os seus pais podem envelhecer em pouco mais de dois anos, e o medo de acontecer alguma coisa quando você está longe. Ver que a vida passa e que para acompanhá-la precisamos deixar para trás muitas coisas. Mas essa maturidade que cresceu em você nesse tempo em que ficou fora te dá sabedoria para largar pelo caminho aquelas pessoas tóxicas que sugaram a tua energia por toda uma vida e você nunca se deu conta. Junto com elas, largar também bagagens desnecessárias que muitas das vezes nem eram suas, mas que por algum motivo você carregava. Ver que, na maioria esmagadora das vezes, o melhor é acumular experiências e não tralhas.
Com todos os altos e baixos, digo que foi uma experiência enriquecedora! Eu dirigi por vários estados dos EUA, pelas rodovias mais lindas! Escolhi uma árvore, que fica vermelha no outono, pra ser minha. Nos próximos posts vou contar tudo de lindo que vi por lá, dos programas de final de semana em uma cidade pacata, e de como os brasileiros se unem quando estão longe de casa. Vou contar sobre como as pessoas não precisam ser barulhentas e encostar em você o tempo todo para mostrar que te admiram e que tem carinho por você.
 Ah, a volta! Você volta pra casa com o espírito livre. Com os ombros leves. Com o sorriso maior. E quase tendo que carregar um HD externo acoplado à sua cabeça pra armazenar todo o conhecimento que adquiriu no pouco tempo em que esteve fazendo parte de um programa de intercâmbio. É claro, volta reclamando do preço da gasolina e do valor que cobram por um sorvete da Haagen-Dazs. Uma vez que você prova da liberdade, não aceita mais a escravidão. 
Às vezes, não me sinto parte de onde estou agora, ou de onde estive ontem, mas a parte boa é que agora, tenho maturidade para lidar com isso também.

                                             

15 abril, 2015

Tribeca, Meatpacking District, Intrepid Museum.

Chegou o último dia de passeio! Quase emendando uma viagem na outra, mas saiu!

A estas alturas, eu lembro que já não sentia minhas pernas, mas já sentia saudades! Andar por NY, com ou sem roteiro, é uma experiência sempre válida. Olhando para o mapa, eu tenho orgulho de falar que passamos em quase todos os bairros de Manhattan! Sei que não é este o foco de todo mundo, mas era o meu foco para uma primeira vez lá. Agora, quando for novamente, posso tirar coisas e programas 'turistões' da lista, e focar ainda mais nos meus lugares preferidos! Já falei aqui: cada bairro de NY tem a sua particularidade e, andando por lá, dá pra perceber isso claramente!


Nosso dia começou no Tribeca, bem cedinho! O bairro em si, apesar de ser phyno e abrigar muitos famosos em algumas coberturas milionárias, não me atraiu muito. Não estou dizendo que é feio, só que eu já tenho a minha lista de bairros 'pra morar em NY quando ganhar na Mega Sena acumulada' rs. Voltando à realidade: caminhamos no parque ao lado do Rio Hudson, e um dia quero voltar para fazer esse passeio à tarde também. Ali pertinho, fica o River Terrace, um parque simpático com esculturas de bronze e uma vista incrível para o Hudson. Coladinho ao parque, o Memorial da Fome Irlandesa, aquele parque suspenso que aparece no filme PS: Eu te Amo. Nós olhamos tudo com calma, mas ainda assim, é jogo rápido! Tudo muito perto, mesmo que você queira tomar um café na charmosa Le Pain Quotidien, ainda dá pra apreciar a paisagem e fazer outras coisas aproveitando o mesmo roteiro.
River Terrace

Vista para o Rio Hudson
Depois, fomos andando até a North Moore St, para ver o prédio que foi usado como cenário em "Os Caça-fantasmas", um filme antiguinho, de um ano que me soa familiar e onde funciona uma brigada do Corpo de Bombeiros. 

Um metrô básico -  herdei o metrocard da minha irmã e o marido teve de pegar um novo, pois os nossos só valiam para 7 dias - e estávamos no Meatpacking District, antigo bairro de açougues e armazéns, que tem um jeito cool, coladinho ao Hell's Kitchen. Achei os dois bem parecidos, na verdade.  Nós não fizemos nada por ali, apenas passamos a título de observação, a caminho do Intrepid Museum, super fácil de achar, já que é um porta aviões ancorado às margens do Hudson.
Há algumas opções de  pacotes no site oficial, e nós pegamos o GA - General Admission including Space Shuttle Pavilion, que dava acesso ao porta-aviões, ao submarino, e ao ônibus espacial.

Começamos a visita pelo Glover, um submarino nuclear utilizado durante a Segunda Guerra Mundial e que, durante a Guerra Fria, foi reformado para carregar bomba atômica, e é o único do tipo aberto para visitação no mundo. Na fila, fomos surpreendidos por um casal norte-americano que nos deu um ticket de desconto no ingresso. Eles imprimiram um a mais para dar para alguém e nisso economizamos 20% do valor dos ingressos. Podem me zoar, mas nenhum desconhecido fez isso por mim no BR, e eu também não lembro de ter feito isso por alguém. Enfim, este passeio dura aproximadamente 30 minutos, e o que chama a atenção é o espaço reduzido e otimizado dentro do submarino. Passamos por todos os cômodos: a casa de máquinas, salas de controle e de radar, sala de jogos, quartos da tripulação e do comandante, pela sala de torpedos (um deles ainda está lá, em exibição).

Depois, fomos ao Museu Intrepid, que na verdade é um porta aviões utilizado durante a Segunda Guerra Mundial. Só isso já é bem diferente, pois não sei quando eu entraria em uma embarcação deste tipo rs... pudemos visitar também todos os cômodos, distribuídos em vários andares, com aquelas escadinhas difíceis de subir e corredores estreitos. Fomos até a sala de comando, conversamos com veteranos de guerra (voluntários) que, muito solícitos, ficavam esperando o povo fazer perguntas hehe. Pra gente, eles contaram várias histórias, inclusive uma sobre o embargo a Cuba. No museu, a gente pode ver vários modelos de caça e a aeronaves de combate, bem como réplicas de cápsulas espaciais - dá pra entrar e tirar foto na posição em que os astronautas ficavam.
Desfrutando do conforto da cápsula espacial ...
...e  curtindo o skyline a partir do porta aviões.

Emoção mesmo foi quando entramos no pavilhão da Enterprise - para o marido, claro - porque todo menino sonhou em ser astronauta. Foi o primeiro ônibus espacial a voar, mas nunca esteve numa missão no espaço sideral. Voava acoplado em um avião para impulso de lançamento. Há também uma cápsula russa que foi utilizada em uma missão Soyuz, que traz as marcas de queimado causadas pelo atrito ao entrar na atmosfera. 

Ensaio fotográfico com  a Enterprise!
Gastamos cerca de 3 horas neste passeio, e o restante da tarde foi reservado para passeios em Midtown, almoço no Olive Garden, café na Starbucks (pela milésima vez), e compra das últimas lembrancinhas e coisas do tipo.

Reservamos a manhã do dia seguinte para organizar o que faltava e, se desse tempo, visitaríamos o Central Perk, que já estava aberto para visitação. Foi aí eu vi o tamanho do amadorismo: esqueci de pesar as malas! Ou seja, comprei, comprei, e ainda trouxe uma mala e meia com parte da mudança da minha irmã, mas não tive o feeling de pesar tudo. Não vou dar detalhes da correria, mas foi uó, saímos do apto atrasados, arrumamos birra com o motorista do Super Shuttle, etc, tudo por conta desta falha. Então, não cometam o mesmo erro que eu! Repitam comigo: sempre pesar as malas!

Tirando essa parte chata de lado, a viagem só deixou saudades! Sempre que assisto um filme, vejo um mapa (haha) eu lembro do planejamento, do roteiro, aaaahhhh que saudades! NYC tem seus perrengues, nem tudo é perfeito como dizem, mas certamente marca a gente! A beleza das ruas, a diversidade cultural, a gastronomia,  as estações de metrô quentes e bafentas, alguns new yorkers paranóicos. NYC é única, as coisas funcionam, eu moraria lá sem pensar duas vezes. Espero ansiosamente pela próxima, mesmo sabendo que pode demorar, porque aí posso tirar da lista alguns programas estilo turista de primeira viagem, e traçar novos horizontes por lá!

Espero que tenham curtido o relato, mesmo com a minha demora e indisciplina pra postar!
Obrigada a todos que me acompanharam ate aqui.
Bjs e ate a próxima.




21 março, 2015

Viagem para NY - Dia 10 - Museu de Historia Natural, Met e Eataly

No roteiro que a gente fez, conforme os dias eram escolhidos e fixados de acordo com as atividades, ficou meio nítida a necessidade de deixar alguns dias 'flutuantes' ou seja, dias que não eram fixos por data. Este planejamento demanda um pouco de tempo, pesquisa e paciência. Sendo nossa primeira vez na cidade, a gente queria tirar proveito de tudo e, neste caso, é preciso considerar que algumas atrações não abrem em determinados dias da semana e também estávamos dispostos a lutar bravamente para perder o mínimo de tempo possível em filas; por ser uma cidade que tem muito a oferecer, nós queríamos economizar tempo evitando grandes deslocamentos no mesmo dia, e queríamos também evitar andar grandes distâncias com muitas compras, por causa do peso e do incômodo. Esta última parte eu acho que funcionou em 80% do planejamento, mas poderia ter sido melhor. Existe também a necessidade de respeitar as condições climáticas de forma que nenhuma parte do roteiro saia prejudicada. Nós pegamos apenas dois dias de chuva, mas eu estava razoavelmente preparada para o caso de chover mais frequentemente. Eu amo chuva, mas ela pode interferir de forma significativa em um roteiro. Isto posto, dá pra entender porque justo o dia dos museus acabou ficando sem data fixa. Evitamos apenas dois dias da semana, quando ou um ou outro fecham, e fora isso, aproveitamos outdoor os dias de sol e dias nublados, ao máximo, e deixamos o dia dos museus para um possível dia de chuva.
Da janela do apto...

Pela manhã, fomos ao Museu de Historia Natural. Tinha fila já na estação do metrô que para em frente ao museu. A estação tem  mosaicos de animais e insetos em suas paredes, e eu passava por ela pelo menos duas vezes por dia hehe...  Bom, tinha fila para o museu dentro da própria estação, outra no museu mesmo, e agora descobri há pouco tempo, que supostamente existe mais uma, na lateral do prédio. Achei que a fila da estação estava muito longa, então corremos um pouquinho debaixo de chuva e chegamos na entrada principal, e foi bom porque gastamos uns 20 minutos na fila, o que considero bastante aceitável e só mostra a organização dos norte americanos com estas coisas! Quem já viu a fila de pessoas esperando pra entrar na Pinacoteca de SP para alguma exposição vai entender.

Como treinar seu dragão.
Nós fomos direto para a parte onde ficam os fósseis de dinossauro (acho que é no quarto andar), e por isso conseguimos ver a exposição com tranquilidade e sem muita gente por perto. Pelo que entendi, as crianças adoram esta parte do museu também: os pequenos que vi por lá estavam apaixonadas pelos dinos!  Depois, fomos ver a parte de taxidermia - que eu não curto, mas fui ver pela perfeita curadoria. Algo que me chamou a atenção foi o cheiro estranho nesta parte, provavelmente de algum produto utilizado para a conservação. Confesso que me incomodou um pouco e achei que não poderia ver até o fim.

Um dos muitos ambientes da ala de taxidermia do MHN: meio assustador, na minha modesta concepcao, mas impecavel! 
O Museu de Historia Natural é famoso pelos fósseis incríveis de dinossauro (tem fósseis até de ovo com bebê dino dentro), mas tem muito mais a oferecer: a pessoa de Neanderthal (não lembro se é homem ou mulher, sorry), solo de Marte e da lua e meteoritos enormes estão também à exposição por lá.

Fernando e a baleia azul, tão grande que foi difícil enquadrar na foto!

Neanderthal e homo sapiens sapiens.

Nós ficamos umas 3 horas dentro do museu e deu pra ver bastante coisa e, quando saímos, a chuva tinha acabado, então fomos a pé mesmo ao Levain Bakery, que fica a poucas quadras, para provar os famosos cookies. Não sei se são os melhores de NY, porque não tenho condições (ainda) de julgar, mas foram com certeza os melhores que comi na vida! Na minha opinião, melhor ainda foi o muffin de blueberry, perfeito e nada enjoativo! Não lembro onde almoçamos neste dia, mas lembro de ter chegado a uma conclusão: demoramos mesmo a aprender que não é tão fácil tentar atravessar o CP: fizemos a travessia de um museu a outro pelo parque e foi enrolado pra sair no outro lado.

Meio perdidos no Central Park. 
Uma vez 'desenrolados'  e já do outro lado, fomos ao Met, museu enorme e maravilhoso, que fica na mesma altura do primeiro, só que do outro lado do Central Park! Eu sabia que tínhamos pouco tempo e que não daria para ver tudo, mas aproveitei demais a ala egípcia, com templo de uma sacerdotisa montado numa parte linda do museu, múmias e sarcófagos e etc! Demais!! Só esta parte teria valido o dia inteiro, mas ainda passei pela ala medieval para ver as armaduras e aparatos de guerra e também obras de arte. Passamos rapidamente pela ala greco-romana e depois conseguimos ver algumas pinturas famosas por um tempo razoável. A gente precisa se conformar com o fato de que o acervo é enorme, e que para ver tudo o que oferece seriam necessários vários dias.

Mensagem emocionante rsrsrs
Sandálias da humildade: não trabalhamos!

Feliz da vida no templo que eu queria tantoooo conhecer!
Achamos que a melhor forma de encerrar os trabalhos seria jantando em algum lugar, por isso, por volta de 17:15 horas pegamos metrô para jantar com a amiga Dani no Eataly. Tinha fila neste horário para o restaurante que escolhemos, mas chamaram muito  rápido! Preço justo por pizza e vinho, atendimento muito bom. 
;-)
PS- Como todos já sabem, a sugestão de preço para estes museus é de $19 p/p, mas cada um contribui da forma que gosta ou pode. Não fomos mal tratados por isso.

14 fevereiro, 2015

Dia 9 - Lady Liberty, Lower Manhattan (Financial District), Civic Center, Gramercy, Soho, Midtown

Oi pessoal!
Sei que, pelo título do post, parece que a gente viu um tantão de lugares, e nós vimos mesmo, mas é um roteiro tranquilo, que deu pra fazer num dia de sol, e ainda sobrou tempo pra visitar lojas, farmácias, etc, tanto quanto ou até mais do que nos outros dias.
Em NY as lojas te convidam a entrar. Não resista. Faz parte da experiência e, apesar de ser uma viagem pra conhecer a cidade, a gente fez bastante compra, sempre aproveitávamos o roteiro do dia para conhecer as lojas que queríamos, a não ser as do centrão, pois sempre acabávamos passando por ali. Quem está acompanhando o roteiro viu que, pintou e bordou, a gente acabava o dia  em Midtown ou arredores, e ali a profusão de lojas é enorme! A minha dica é colocar no roteiro as lojas que você realmente quer visitar, e se permitir as surpresas do caminho. Numa outra oportunidade, vou tentar seguir a dica do marido, em consideração ao fato de que era ele que carregava boa parte do peso: fazer todas as compras em um ou dois dias, e depois tentar só curtir a cidade. Vamos ver se funciona!

O mais perto que cheguei da Lady Liberty.
 O nono dia começou com a gente se perdendo logo cedo pra achar a balsa que vai pra Staten Island, e que passa a uma distância que proporciona uma bela vista da Estátua da Liberdade. Quem quer descer na Lady Liberty ou Ellis Island NÃO deve pegar esta balsa, há outras formas de chegar até lá. A balsa para Staten Island é gratuita, e serve como meio de locomoção para os trabalhadores que precisam fazer esta travessia diariamente. Eu preciso confessar que, apesar de assumir que alguns lugares clichês não são clichês à toa, e que devem ser visitados, nunca senti nada pela Lady e não tive vontade de perder uma manhã inteira nisso. Dizem que as filas são grandes dependendo do horário, mas desde que seja da vontade da pessoa, acho que vale a pena enfrentar fila e todo o resto. Não era esse o meu caso, mas sabia que, como turista de primeira  viagem, tinha de vê-la ou ficaria me cobrando depois. Na minha próxima viagem a NY, pretendo ir para aqueles lados, mas para visitar a Ellis Island, ilha que foi muito importante para a imigração em toda  a região. Há uma amostra razoável desta ilha no filme Hitch - Conselheiro Amoroso.
Encontrado o ponto de partida para Staten Island, que na verdade é um prédio enorme bem na pontinha da ilha, e não sei como a gente se confundiu rsrsrs, é só entrar e esperar para pegar a próxima balsa. Neste horário da manhã, tinha pouca gente, mas tinha um punhado razoável de brasileiros se espremendo pra tirar foto. Chegando do outro lado, esperamos cerca de 30 minutos até chegar a balsa que voltava para Manhattan, e e foi bem legal observa-la de um ângulo diferente. Nós fomos  lado direito da balsa na ida, para ver a estátua, e do outro lado na volta, assim tivemos duas perspectivas. Uma outra possibilidade é incluir o Tribeca no roteiro deste dia, abrindo mão de parte do passeio.

Não parece, mas foi um sufoco fotografar com o touro mais famoso do mundo!
De volta, fomos visitar o Charging Bull, que fica a uma caminhada curta de onde descemos. Na verdade, tudo ali é muito pertinho e as ruas são mais 'quebradas' e não no padrão 'certinho' da parte superior da ilha. Depois, rumamos para o norte, pela mesma rua do touro, até a Trinity Church, a igreja que aparece em praticamente todos os filmes rodados em Wall Street e que envolvem a bolsa de valores em seu roteiro. Comemos panquecas fantásticas no George's, um restaurante legal ali perto, e depois seguimos explorando a área.  Eu adorei esta região, a maioria dos prédios são antigos e imponentes, um colado ao outro, algumas ruas bem estreitas e, por falar em rua, visitei uma das raras ruas em "L" - a Marketfield St. Ali perto, estão também o prédio da Bolsa de Valores, o Museum of American Finance, a Trump Tower e tantos outros! Todos muito perto uns dos outros, com muito fluxo de pessoas na rua, o que me levou a pensar sobre o caos que deve ter sido o 11 de setembro por lá!  Ah, neste dia também visitamos a loja da Abercrombie & Fitch, que eu achei cara e não pretendo voltar, fora que não achei nada que favorecesse meu tipo físico, e isso porque estava magra quando viajei.
Fomos até o One Tower, que fica no complexo onde antes ficavam as Torres Gêmeas, e visitamos o Memorial do 11 de setembro. Não quis entrar no museu, pois já tinha ficado impressionada demais.
Em seguida, mais prédios gigantescos: estávamos no Centro Cívico. Se estiver com disposição, dá pra ir no meio de transporte mais antigo do mundo (as pernas) ou então pegar metrô. Ali fica o prédio da Suprema Corte e outros igualmente imponentes e antigos, como o da Corte de Apelação e o  Manhattan's Borough President, que eu creio que corresponderia à Prefeitura. Law and Order total!
Centro cívico.
 A rua Lafayette St. começa nas proximidades e andamos por ela até o número 199, onde abriram o Central Perk Coffe. Infelizmente, a inauguração aconteceria no dia da nossa partida, mas pelo menos peguei o lugar já caracterizado. Felizmente, a Eileen's Cheesecake é na outra quadra, e fez valer a nossa caminhada! Cheesecake com vários tipos de cobertura, deliciosos! Acho que custavam 4$ cada. Eu descobri este lugar assistindo a um programa de culinária, no qual um moço visita vários países e prova comidas típicas. Falei pra vocês que eu pesquiso pra valer antes de viajar?

Central Perk :-)
Eileen's Cheesecake, no Soho.
Uma parte das nossas escolhas por lá: blueberry e strawberry.
 Diabetes abastecido, seguimos de metrô para a Union Sq. Observamos o movimento e a feirinha e fomos até o Gramercy, bairro bem high society e muito residencial se observamos a região onde se encontra. Ali fica o Gramercy Park, parque fechado para estranhos ricos ou pobres: só entram lá os moradores da região, de posse de uma chave que só eles têm.  Mas os esquilos do parque deram  bola pra gente, fofinhos! Terminamos o passeio no final da tarde, e ainda deu tempo pra visitar a Sephora, tomar café, e zanzar sem rumo por Midtown - e fomos surpreendidos pela première da série Gotham, que estava acontecendo na Biblioteca Pública. 

Meu 'diamante' no Gramercy Park.
Première de Gotham!
Bom, por enquanto é isso. Volto logo com os últimos capítulos! ;-)

07 fevereiro, 2015

Viagem para NY - Dia 8 - St John The Divine, Lincoln Center, Rockefeller Center, Brooklyn.

O último dia da Gigi em NY  reservou altas surpresas pra gente!
Nós começamos os trabalhos deste dia a pé, já que o roteiro era nas redondezas do apartamento e fomos até a Cathedral of St. John The Divine, uma das maiores igrejas anglicanas do mundo (a disputa pelo primeiro lugar, com a Cathedral of Liverpool, é acirrada), com seus vitrais de tirar o fôlego e esculturas deslumbrantes de fênix penduradas no teto. Uma belíssima amostra do estilo gótico.

Escultura no jardim...

... e um dos animais que fugiu da arca rsrsrs.
O culto/missa estava começando e por isso não pudemos chegar perto do altar. Fiquei para ouvir o som do órgão enchendo o ambiente, ver a luz passando pelos vitrais, e admirar a grandiosidade da igreja! Em seu pátio há uma escultura lindíssima que retrata a luta do bem contra o mal. Em volta da estátua, os animaizinhos da Arca de Noé.
Cathedral of St. John The Divine, por fora...
    
... e uma das fênix em seu interior.
 Nas proximidades, há uma outra igreja, menor e muito charmosa, mas que estava fechada, e me falaram que vale a pena entrar. Espero dar sorte na próxima vez. Seguimos para a  Community Food & Juice, na Broadway, caminhada sossegada, de apenas algumas quadras para degustar um breakfast mais gourmet. Pedimos, entre outras coisas, o destaque do lugar: os ovos trufados com vegetais. Amazing!
A St. John e a Universidade de Columbia ficam numa região chamada Morningside Heights, perto do Harlem, bem tranquilo, pelo menos para andar de dia. Só uma curiosidade: no lado Upper East, essa região de transição começa bem mais ao sul. Voltando ao roteiro, uma grande falha técnica: eu fiquei conversando muito e me distraí, esqueci (sim, por mais ridículo que possa parecer) de ir até a Columbia University. E passei a uma ou duas quadras de distância. Vontade de bater a cabeça no muro, viu? Deixei também de ver a Church of Notre Dame, a duas quadras de onde passei a caminho do Morningside Park. Menos mal: esta eu nem sabia que existia. Mas a Columbia eu coloquei no roteiro e perdi de ver. Raiva master! Fazer o que, ne? Shit happens!
Enfim, a próxima parada foi o Lincoln Center e fomos até lá caminhando, sentindo o Upper West e sua cultura forte. Neste bairro fica a maior concentração de judeus de Manhattan. Então se a intenção é comprar/ver/comer comida kosher, aqui é o lugar. Acabou que o Lincoln Center não chamou muito a nossa atenção, primeiro porque fomos de dia, segundo porque estava fechado. Mas ele era caminho para o Columbus Circle, que por sua vez ficava no caminho para a Fao, que minha irmã queria conhecer. No Columbus tem vários restaurantes e lojas, dentre elas uma TJ Maxx giga, ou seja, lugar bom pra comprar mala. 
Lincoln Center
Depois da Fao, sentamos nos banquinhos em frente ao The Plaza Hotel para descansar, e comprar gravuras e fotos da cidade para enfeitar as paredes da casa. Se souber escolher as fotos, podem ser um bom presente, ou podem dar quadrinhos ótimos. Comprei 3 por 25$. No começo do intercâmbio da Gigi, ela sentou nos bancos e ficar por ali um tempinho tinha um significado especial pra ela, foi meio nostalgia.

Gigi e uma família de elefantes fofos na Fao.


Bem tranquilo até aqui, né? Espera pra ver. 
Sabe quando falam pra você rola uma manutenção em algumas linhas do metrô durante os finais de semana, e que por isso algumas linhas se  alteram e que a coisa pode ficar um pouco complicada? Pois é. Era domingo. Domingo. Nós fomos para casa de metrô (e para ir foi tudo bem), pois tínhamos de levar minha irmã para pegar o ônibus de volta para o New Hampshire. E ele saía de Midtown. Nós saímos de casa umas duas horas antes, para fazer um trajeto que normalmente fazíamos em 20, 25 minutos no máximo, e após várias estações de metrô que não estavam funcionando, finalmente conseguimos contornar a situação. Pra isso, fomos de metrô bem para o norte, no Harlem, e de lá voltamos com outro metrô para Midtown. Até chegarmos a esta conclusão, claro que rolou uma indecisão das bravas! Cheguei a pensar que minha irmã perderia o ônibus e quando nos vimos correndo com malas e sacolas e afins por 4 quadras (horizontais, people, horizontais) eu vi que a) o preparo físico não estava tão ruim ou b) o desespero te dá asas! Sei que por 5 segundos Gigi teria perdido o busão :-S 
Passado o susto e a tristeza porque não pude me despedir muito bem dela (por motivos óbvios), nós fomos ao Rockefeller Center para espairecer, passamos pela lojinha do MoMa e, depois do meu latte revigorante, fomos ao Brooklyn para pegar o skyline ao entardecer e noite adentro.

Rua do Dumbo com a Manhattan Bridge ao fundo.
Fui de coração partido, mas olha que a vista incrível deslumbra e até faz a gente quase esquecer das emoções e ansiedades passadas! Desta vez, nos descemos na estação York, e fomos andando pelo Dumbo até chegar onde a gente queria, com vistas incríveis da Manhattan Bridge a partir das ruazinhas. Tinha equipe de filmagem recolhendo os equipamentos, família fazendo ensaio fotográfico, gente passeando à toa. Fico me perguntando como deve ser morar num lugar assim. Passei em frente à Max Brenner neste trajeto, mas entre sentar pra comer e ver o sol descendo e refletindo na paisagem, eu deixei a chocolateria pra outro dia - e quebrei a cara porque não deu tempo de ir. Mas deu tempo de curtir o sunset maravilhoso na ponte e isso eu faria todos os dias se eu pudesse! 

Sunset...
... e noite no Broklyn Bridge Park: não tem preço!
Ficamos por lá até a noite, quando as luzes da ilha se acendem. É incrível, as fotos não fazem jus à beleza, mesmo porque a energia que tem ali é muito positiva! Muita gente admirando, fotografando, incrível! Dia meio tumultuado, mas faz parte, né? Creio que todo mundo já passou por uma dessas situações que, depois do susto, viram piada rsrsrs...
Volto logo com os últimos quatro dias em NY! Já quero de novo! 
;-)

Viagem para NY - Dia 07 - Brooklyn Bridge, Brooklyn Heights, Barclays e Grand Central Terminal.

O dia do passeio ao Brooklyn foi provavelmente o dia mais frio da nossa estadia em NY. Ainda assim, por ser meados de setembro, foi um clima ameno e muito agradável e, apesar de estar nublado, malhas leves foram suficientes.
Nós descemos do metrô pertinho da Brooklyn Bridge e do Centro Cívico e tomamos um breakfast reforçado em um mexicano pé-sujo arrumadinho cujo nome não lembro, mas muito estranho: a gente pedia para o cozinheiro fazer o prato e depois mostrava o prato para a cashier e ela dava o preço na hora. Diferente, né? hehe! Acho que custou uns 25$ para três pessoas, e comemos bem! Não poderia ser diferente, já que a caminhada que nos esperava era longa.
Eu já sabia que iria amar o Brooklyn. Já tinha 'andado' por aquelas ruas muitas vezes no street view do googlemaps enquanto roteirava, e já tinha namorado aquelas ruazinhas em tantas séries e filmes que nem sei dizer! O que eu não sabia era que seria o dia mais emocionante da viagem, depois do dia da chegada, claro. Eu não sabia que cairia de amores por uma ponte, e que ficaria perturbada de paixão por um skyline!
O Brooklyn em si é uma região gigante, mas os turistas costumam frequentar Williamsburg, onde acontece a famosa feirinha gastronômica e arredores, o DUMBO e o Brooklyn Heights. No começo, eu estava um pouco indecisa, mas com algumas leituras e pesquisas, já sabia o que sugerir ao marido para a nossa primeira ida a NY.
Fizemos a travessia de manhã logo depois do breakfast, para pegarmos a ponte mais vazia, e também porque li que a melhor formas de fazer fotos era pela manhã, saindo de Manhattan. Há também a opção de atravessar de barco, um tipo de táxi aquático, mas nós decidimos pelo velho hábito de camelar, e deixar a travessia por água para uma próxima vez, quando formos a Williamsburg. Questão de preferência mesmo.

Brooklyn Bridge!
 O cenário, pra mim, dispensa palavras. Durante o percurso você consegue vistas lindas de Manhattan, e também da Manhattan Bridge. Chegando no outro lado, uma das melhores visões da ilha!
Para andar por lá, basta seguir o fluxo e as placas, não tem erro. Nós seguimos para um parquinho, que estava vazio e já começando de levinho as cores do outono. Seguindo o nosso itinerário, passamos ao Brooklyn Heights, um bairro milionário, sossegado e charmoso. Arrisco a dizer que, por ali, só tinha três turistas rs. Lâmpadas a gás, casas tombadas pelo patrimônio histórico, hidrantes vermelhos e, a medida em que você se aproxima da Promenade, é possível ver o skyline de Manhattan lá no fundo. Isso justifica os janelões das casas, deve ser uma maravilha encerrar os trabalhos com as luzes de Manhattan ali, na sua janela! Seguindo para a Promenade, tivemos uma vista absurda do Skyline e da ponte. Eu não sou de recomendar muitas coisas, acho que todo mundo que vai viajar e quer ser surpreendido por algo incrível pode se prevenir pesquisando antes, mas essa é a minha dica pra quem vai pra lá.

Meados de setembro e folhas no chão... 


... skyline incrível a partir da Promenade...

... e a partir do Brooklyn Bridge Park.
Em seguida, rumamos para o Brooklyn Bridge Park, parque aos pés da ponte, mais para o sul, onde há um deque gigante de madeira, e bancos para apreciar a vista. Há também um ice cream sandwich de Oreo por 5$ que é uma loucura. Mais adiante, proximo aos bancos, um gramadão que eu imagino que ao longo da tarde deva ficar cheio de gente fazendo piquenique e lendo, com toalhas estendidas pelo chão.
Depois, mais passeio pelo Brooklyn Heights, porque sim, porque as ruas são lindas e arborizadas, porque você se sente no meio da riqueza e fica imaginando morar em uma das mansões como a que foi de Truman Capote, que foi vendida há alguns anos por vários milhões de dólares e que tem tipo uns 11 quartos.  Difícil não se surpreender com as fachadas das casas e o sossego das ruas e à, medida em que você vai se aproximando da  Montague St, histórica e linda, você percebe que nada está tão bom que não possa melhorar: a rua é um charme, cheia de lojinhas, inclusive de cosméticos, e cafés com as mesinhas na calçada! E bem nesta hora começou uma chuvinha tímida, pra me deixar ainda mais feliz. Eu amo chuva! Entramos na loja da Mac para 'reagrupar' e para descobrirmos onde as pessoas estavam comprando guarda-chuvas.
Brooklyn Heights e skyline do dia a dia para os moradores ao fundo.
 
Chuva deixando tudo ainda mais especial (e complicado rs).

Depois de curtir um tempo por ali, seguimos para a Plymouth Church of the Pilgrims, que foi usada como hotel em Poderoso Chefão. A região ali perto também é muito bonitinha e interessante, você  está na parte turística do Brooklyn mas sem encontrar tantos turistas na rua, e não é perigoso. Lá pelas tantas, a chuva engrossou e eu me arrependi de não ter um tênis impermeável. Mas nada que estragasse o passeio.

Aguaceiro e portão da Plymouth Church: tem como não amar?
 Pegamos o metrô  e descemos na estação em frente ao Barclays Center (estádio do Jay-Z) onde tem vários comércios, um Shake Shack e a Target, that was our target. Tirando isso, não achei nada demais esta região, já é uma parte não tão charmosa do Brooklyn, e não sei se voltaria. Vale pelos bons preços da Target, mais amigáveis que em vários estabelecimentos de Manhattan, e pelo Barclays, com sua arquitetura diferentona. É o tipo de lugar que você visita uma vez e já pode tirar da lista.
Fizemos nossas  compras de mercado, incluindo Dorito's grandão por menos de 2$, Nutella de 1 kg por 7,99$ e cereais diversos. Tem de tudo na Target, desde cartões de aniversário até maquiagem, passando por toda a parte de supermercado mesmo, mas eu não gastei muito tempo aqui.  Na volta, pegamos o metrô errado, e entramos mais ainda no bairro, e aí sim eu senti um pouco de medo, já que não me pareceu haver outros turistas por ali e as caras não eram lá muito amigáveis. Percebido o erro, pulamos na estação e tomamos logo um metrô sentido Manhattan.

Barclays com chuva...

... a famosa Grand Central Station...

... Panera Bread...

... e petiscos de algas que achei na Target.
 Encerramos o passeio no Grand Central Terminal, very grand and very central, eu fiquei um pouco perdida ali, apesar de ter passado por lá diversas vezes. A estação é gigantesca tem várias lojas e restaurantes e espero um dia voltar para explorar tudo com calma e entender a logística da coisa. Passeamos um pouco em Midtown, sem muita pressa,  carregando já um peso extra por causada Target, e passamos pela Times Sq e Broadway e por suas luzes, again.  Mas nunca fica chato!NY tem opções para todos os gostos, todos os perfis. Vale demais a pena e eu curti muito escrever este post pois foi um dia especial para mim.
O relato está acabando, só mais 5 dias. Na velocidade que estou conseguindo fazer, termino até o final do ano rsrsrs... Até breve!

21 janeiro, 2015

Viagem para NY - Dia 6 - High Line, Chelsea Marketplace, West Village e Midtown

Bom dia!
E por falar em bom dia, ninguém (da minha classe social, claro, e só posso falar daquilo que conheço haha) gasta o que gasta pra dormir até tarde em NY.  Tomamos um bom café da manhã em casa, e pegamos o metrô com destino ao High Line.
Algumas de nossas comprinhas do Whole Foods. Um salve especial para as framboesas frescas e para o iogurte grego delicioso!
 Nossa sorte foi ter chegado bem cedo, pois à medida em que fizemos o percurso, percebemos que mais gente apareceu, mas também nada muito crítico. Não sei dizer como é ao longo do dia,  mas pra fotografar é melhor ir antes das 9 horas ou então à tardinha. E saibam que em setembro o sol do meio dia não perdoa. Poderia ter bolado este roteiro de várias formas, esta região que fizemos permite começar por vários lugares, e cada um pode começar como achar melhor. Uma idéia é começar pelo Chelsea Marketplace, a antiga fábrica da Nabisco que hoje é um mercado muito legal, e quem sabe tomar café por lá. Mas aí você vai pegar uma luz mais complicada no High Line. Talvez seja uma boa opção para o inverno, né?

O High Line só pra gente...
... e uma vista linda a partir do parque.
Percorremos boa parte do High Line - há vários acessos para este parque suspenso, basta observar ou mesmo perguntar - e descemos nas proximidades do Chelsea Marketplace. Eu adorei este mercado! Ele não é muito grande, mas oferece opções interessantes e de qualidade, de peixes e frutos do mar a temperos lindos expostos em bacias de alumínio.

 
Delicias do Chelsea Marketplace: petiscos diversos, cupcakes e temperos na vitrine!
  Compramos petiscos deliciosos (cuidado com as opções apimentadas) e algumas coisas na deli, que tinha até um pão de queijo - mas o nosso ainda é melhor, rá! Tudo muito bonito, de encher os olhos! Nós estávamos de olho numa Starbucks linda que fica do outro lado da rua, então fomos até lá para completar o lanche!
Almond french toast e a bebida de abóbora no Starbucks.
  Agora, nesta ordem, seguimos para o West Village: fomos à Magnólia Bakery, do seriado Sex and the City, e fomos aproveitando algumas das ruas mais interessantes da viagem. Casa de fazenda cuja fachada foi preservada, condomínios fechados em plena Manhattan, o passeio vale por si só! E aqui deixo a dica de um site que achei por aí, e que me ajudou demais quando estava roteirando: Scoutingny.com. E chegamos onde a gente queria: o prédio cuja fachada foi usada na série Friends, na Grove St com a Bedford St. Algumas quadras, e chegamos à rua onde a Carrie 'morava', uma das ruas mais sensacionais que eu vi nesta viagem!
Casa da fazenda, agora é casa da cidade,...
...um dos prédios mais conhecidos do mundo, ...

... a rua gracinha da Carrie...
... e o chaveiro onde foram gravadas cenas de Matrix.
 Depois, eu quis passar em frente à Greenwich Locksmiths, um chaveiro onde foram rodadas umas cenas de Matrix, aproveitando que o marido curte o filme. A loja é pequenininha e toda decorada com chaves do lado de fora, que estavam já enferrujadas quando a gente foi. Pertinho dali fica o McKittrick Hotel, onde acontece o Sleep No More. Seguimos para o LimeLight Market, antiga igreja que foi reformada e agora é loja, e passamos em uma loja que eu amei, e onde comprei mimos para casa e meus macarrões de Halloween: Williams-Sonoma. Foi aqui, também, que montamos um kit de bicos de confeitar para a minha mãe. Loja perfeita, daquelas que você entra e quer comprar tudo, e atendimento perfeito!

Macarrão de Halloween!
O almoço, já no meio da tarde, foi no Red Lobster e depois tiramos um tempinho para sentar no Bryant Park e fotografar a Biblioteca Pública. Quando começou a escurecer, fomos andando e passando em algumas lojas de Midtown, já a caminho de casa. Meu marido quis entrar na loja da NHL e levamos minha irmã pra rever a Times Sq.

Red Lobster.
 E assim termina meu relato de um dos dias mais perfeitos na Big City! Demais!!