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07 fevereiro, 2015

Viagem para NY - Dia 07 - Brooklyn Bridge, Brooklyn Heights, Barclays e Grand Central Terminal.

O dia do passeio ao Brooklyn foi provavelmente o dia mais frio da nossa estadia em NY. Ainda assim, por ser meados de setembro, foi um clima ameno e muito agradável e, apesar de estar nublado, malhas leves foram suficientes.
Nós descemos do metrô pertinho da Brooklyn Bridge e do Centro Cívico e tomamos um breakfast reforçado em um mexicano pé-sujo arrumadinho cujo nome não lembro, mas muito estranho: a gente pedia para o cozinheiro fazer o prato e depois mostrava o prato para a cashier e ela dava o preço na hora. Diferente, né? hehe! Acho que custou uns 25$ para três pessoas, e comemos bem! Não poderia ser diferente, já que a caminhada que nos esperava era longa.
Eu já sabia que iria amar o Brooklyn. Já tinha 'andado' por aquelas ruas muitas vezes no street view do googlemaps enquanto roteirava, e já tinha namorado aquelas ruazinhas em tantas séries e filmes que nem sei dizer! O que eu não sabia era que seria o dia mais emocionante da viagem, depois do dia da chegada, claro. Eu não sabia que cairia de amores por uma ponte, e que ficaria perturbada de paixão por um skyline!
O Brooklyn em si é uma região gigante, mas os turistas costumam frequentar Williamsburg, onde acontece a famosa feirinha gastronômica e arredores, o DUMBO e o Brooklyn Heights. No começo, eu estava um pouco indecisa, mas com algumas leituras e pesquisas, já sabia o que sugerir ao marido para a nossa primeira ida a NY.
Fizemos a travessia de manhã logo depois do breakfast, para pegarmos a ponte mais vazia, e também porque li que a melhor formas de fazer fotos era pela manhã, saindo de Manhattan. Há também a opção de atravessar de barco, um tipo de táxi aquático, mas nós decidimos pelo velho hábito de camelar, e deixar a travessia por água para uma próxima vez, quando formos a Williamsburg. Questão de preferência mesmo.

Brooklyn Bridge!
 O cenário, pra mim, dispensa palavras. Durante o percurso você consegue vistas lindas de Manhattan, e também da Manhattan Bridge. Chegando no outro lado, uma das melhores visões da ilha!
Para andar por lá, basta seguir o fluxo e as placas, não tem erro. Nós seguimos para um parquinho, que estava vazio e já começando de levinho as cores do outono. Seguindo o nosso itinerário, passamos ao Brooklyn Heights, um bairro milionário, sossegado e charmoso. Arrisco a dizer que, por ali, só tinha três turistas rs. Lâmpadas a gás, casas tombadas pelo patrimônio histórico, hidrantes vermelhos e, a medida em que você se aproxima da Promenade, é possível ver o skyline de Manhattan lá no fundo. Isso justifica os janelões das casas, deve ser uma maravilha encerrar os trabalhos com as luzes de Manhattan ali, na sua janela! Seguindo para a Promenade, tivemos uma vista absurda do Skyline e da ponte. Eu não sou de recomendar muitas coisas, acho que todo mundo que vai viajar e quer ser surpreendido por algo incrível pode se prevenir pesquisando antes, mas essa é a minha dica pra quem vai pra lá.

Meados de setembro e folhas no chão... 


... skyline incrível a partir da Promenade...

... e a partir do Brooklyn Bridge Park.
Em seguida, rumamos para o Brooklyn Bridge Park, parque aos pés da ponte, mais para o sul, onde há um deque gigante de madeira, e bancos para apreciar a vista. Há também um ice cream sandwich de Oreo por 5$ que é uma loucura. Mais adiante, proximo aos bancos, um gramadão que eu imagino que ao longo da tarde deva ficar cheio de gente fazendo piquenique e lendo, com toalhas estendidas pelo chão.
Depois, mais passeio pelo Brooklyn Heights, porque sim, porque as ruas são lindas e arborizadas, porque você se sente no meio da riqueza e fica imaginando morar em uma das mansões como a que foi de Truman Capote, que foi vendida há alguns anos por vários milhões de dólares e que tem tipo uns 11 quartos.  Difícil não se surpreender com as fachadas das casas e o sossego das ruas e à, medida em que você vai se aproximando da  Montague St, histórica e linda, você percebe que nada está tão bom que não possa melhorar: a rua é um charme, cheia de lojinhas, inclusive de cosméticos, e cafés com as mesinhas na calçada! E bem nesta hora começou uma chuvinha tímida, pra me deixar ainda mais feliz. Eu amo chuva! Entramos na loja da Mac para 'reagrupar' e para descobrirmos onde as pessoas estavam comprando guarda-chuvas.
Brooklyn Heights e skyline do dia a dia para os moradores ao fundo.
 
Chuva deixando tudo ainda mais especial (e complicado rs).

Depois de curtir um tempo por ali, seguimos para a Plymouth Church of the Pilgrims, que foi usada como hotel em Poderoso Chefão. A região ali perto também é muito bonitinha e interessante, você  está na parte turística do Brooklyn mas sem encontrar tantos turistas na rua, e não é perigoso. Lá pelas tantas, a chuva engrossou e eu me arrependi de não ter um tênis impermeável. Mas nada que estragasse o passeio.

Aguaceiro e portão da Plymouth Church: tem como não amar?
 Pegamos o metrô  e descemos na estação em frente ao Barclays Center (estádio do Jay-Z) onde tem vários comércios, um Shake Shack e a Target, that was our target. Tirando isso, não achei nada demais esta região, já é uma parte não tão charmosa do Brooklyn, e não sei se voltaria. Vale pelos bons preços da Target, mais amigáveis que em vários estabelecimentos de Manhattan, e pelo Barclays, com sua arquitetura diferentona. É o tipo de lugar que você visita uma vez e já pode tirar da lista.
Fizemos nossas  compras de mercado, incluindo Dorito's grandão por menos de 2$, Nutella de 1 kg por 7,99$ e cereais diversos. Tem de tudo na Target, desde cartões de aniversário até maquiagem, passando por toda a parte de supermercado mesmo, mas eu não gastei muito tempo aqui.  Na volta, pegamos o metrô errado, e entramos mais ainda no bairro, e aí sim eu senti um pouco de medo, já que não me pareceu haver outros turistas por ali e as caras não eram lá muito amigáveis. Percebido o erro, pulamos na estação e tomamos logo um metrô sentido Manhattan.

Barclays com chuva...

... a famosa Grand Central Station...

... Panera Bread...

... e petiscos de algas que achei na Target.
 Encerramos o passeio no Grand Central Terminal, very grand and very central, eu fiquei um pouco perdida ali, apesar de ter passado por lá diversas vezes. A estação é gigantesca tem várias lojas e restaurantes e espero um dia voltar para explorar tudo com calma e entender a logística da coisa. Passeamos um pouco em Midtown, sem muita pressa,  carregando já um peso extra por causada Target, e passamos pela Times Sq e Broadway e por suas luzes, again.  Mas nunca fica chato!NY tem opções para todos os gostos, todos os perfis. Vale demais a pena e eu curti muito escrever este post pois foi um dia especial para mim.
O relato está acabando, só mais 5 dias. Na velocidade que estou conseguindo fazer, termino até o final do ano rsrsrs... Até breve!

21 janeiro, 2015

Viagem para NY - Dia 6 - High Line, Chelsea Marketplace, West Village e Midtown

Bom dia!
E por falar em bom dia, ninguém (da minha classe social, claro, e só posso falar daquilo que conheço haha) gasta o que gasta pra dormir até tarde em NY.  Tomamos um bom café da manhã em casa, e pegamos o metrô com destino ao High Line.
Algumas de nossas comprinhas do Whole Foods. Um salve especial para as framboesas frescas e para o iogurte grego delicioso!
 Nossa sorte foi ter chegado bem cedo, pois à medida em que fizemos o percurso, percebemos que mais gente apareceu, mas também nada muito crítico. Não sei dizer como é ao longo do dia,  mas pra fotografar é melhor ir antes das 9 horas ou então à tardinha. E saibam que em setembro o sol do meio dia não perdoa. Poderia ter bolado este roteiro de várias formas, esta região que fizemos permite começar por vários lugares, e cada um pode começar como achar melhor. Uma idéia é começar pelo Chelsea Marketplace, a antiga fábrica da Nabisco que hoje é um mercado muito legal, e quem sabe tomar café por lá. Mas aí você vai pegar uma luz mais complicada no High Line. Talvez seja uma boa opção para o inverno, né?

O High Line só pra gente...
... e uma vista linda a partir do parque.
Percorremos boa parte do High Line - há vários acessos para este parque suspenso, basta observar ou mesmo perguntar - e descemos nas proximidades do Chelsea Marketplace. Eu adorei este mercado! Ele não é muito grande, mas oferece opções interessantes e de qualidade, de peixes e frutos do mar a temperos lindos expostos em bacias de alumínio.

 
Delicias do Chelsea Marketplace: petiscos diversos, cupcakes e temperos na vitrine!
  Compramos petiscos deliciosos (cuidado com as opções apimentadas) e algumas coisas na deli, que tinha até um pão de queijo - mas o nosso ainda é melhor, rá! Tudo muito bonito, de encher os olhos! Nós estávamos de olho numa Starbucks linda que fica do outro lado da rua, então fomos até lá para completar o lanche!
Almond french toast e a bebida de abóbora no Starbucks.
  Agora, nesta ordem, seguimos para o West Village: fomos à Magnólia Bakery, do seriado Sex and the City, e fomos aproveitando algumas das ruas mais interessantes da viagem. Casa de fazenda cuja fachada foi preservada, condomínios fechados em plena Manhattan, o passeio vale por si só! E aqui deixo a dica de um site que achei por aí, e que me ajudou demais quando estava roteirando: Scoutingny.com. E chegamos onde a gente queria: o prédio cuja fachada foi usada na série Friends, na Grove St com a Bedford St. Algumas quadras, e chegamos à rua onde a Carrie 'morava', uma das ruas mais sensacionais que eu vi nesta viagem!
Casa da fazenda, agora é casa da cidade,...
...um dos prédios mais conhecidos do mundo, ...

... a rua gracinha da Carrie...
... e o chaveiro onde foram gravadas cenas de Matrix.
 Depois, eu quis passar em frente à Greenwich Locksmiths, um chaveiro onde foram rodadas umas cenas de Matrix, aproveitando que o marido curte o filme. A loja é pequenininha e toda decorada com chaves do lado de fora, que estavam já enferrujadas quando a gente foi. Pertinho dali fica o McKittrick Hotel, onde acontece o Sleep No More. Seguimos para o LimeLight Market, antiga igreja que foi reformada e agora é loja, e passamos em uma loja que eu amei, e onde comprei mimos para casa e meus macarrões de Halloween: Williams-Sonoma. Foi aqui, também, que montamos um kit de bicos de confeitar para a minha mãe. Loja perfeita, daquelas que você entra e quer comprar tudo, e atendimento perfeito!

Macarrão de Halloween!
O almoço, já no meio da tarde, foi no Red Lobster e depois tiramos um tempinho para sentar no Bryant Park e fotografar a Biblioteca Pública. Quando começou a escurecer, fomos andando e passando em algumas lojas de Midtown, já a caminho de casa. Meu marido quis entrar na loja da NHL e levamos minha irmã pra rever a Times Sq.

Red Lobster.
 E assim termina meu relato de um dos dias mais perfeitos na Big City! Demais!!


Viagem para NY - dia 5 - Jersey Garden's + Gigi chegou!!

Imagino que todos pensem do mesmo jeito sobre uma coisa: o dia de encontrar alguém que você ama, na cidade que você amava antes mesmo de conhecer, é muito aguardado e ficará na memória. Fiz muita coisa neste dia, mas sempre buscando não perder o foco, porque o que eu mais queria era que a noite chegasse logo, já que a minha irmã, que mora nos EUA a quase dois anos, chegaria para passar alguns dias com a gente por lá. 
Mas calma que ainda tinha um dia quase inteiro no Jersey Garden's! 

Nós saímos de Port Authority - pegamos o bus da linha 115, que nos deixou na porta do outlet. Chegando lá, é aquela coisa:  mostra o passaporte, pega o livrinho de descontos e as cautelas de praxe e todo mundo já sabe o que fazer :-) 
Nós pegamos o outlet quase vazio, já que chegamos lá  bem cedinho. Não vou entrar muito em detalhes, já que a lista de compras é muito particular, só vou dizer o que já falei num post anterior, e é dica pras meninas ou pra quem vai presentear: não achei, aqui também, rasteirinhas ou sapatilhas que superem as nossas brasileiras. Talvez outros tenham conseguido, mas não foi o meu caso. O mesmo para roupas de cama. Tirando isso, ficamos das 10:30 a.m às 16 p.m por lá, e enchemos uma mala.  E eu digo para comprar mala antes de ir, porque não curti muito os preços das malas no outlet. A não ser que você queira muito uma mala para outras viagens e esteja mesmo a fim, mas ainda assim eu sugiro que dê uma olhadinha nas TJ Maxx de Manhattan antes. A nossa mala é a maior da marca Lucas, pagamos 69$ na TJ Maxx, e depois vendi para uma amiga que estava indo de mudança para os EUA.
Sobre as compras no Jersey Garden's, achei que os preços no geral compensam bastante, com algumas exceções. Eu gostei muito das lojas da CK, MK, e Levi's. Meu marido fez boas compras na Tommy, na Nautica e na Nike. Na Levi's, tem como saber a medida do comprimento da sua calça, pra não precisar fazer a barra depois. Mas pesquise antes de chegar lá, pois eu não fiz isso e tive de descobrir na raça, na hora, e com fila no provador. Comprando acima de duas unidades, paguei 39$ por calça jeans (feminina ou masculina) e, comprando a partir de três unidades, 16$ por camiseta masculina. A loja não é muito grande, mas tem muita coisa bonita! Idem para os preços da Calvin Klein, tinha bolsa por 35$, além de uma infinidade de roupas, boa parte é breguinha, mas pesquisando bem nós fizemos ótimos achados. Esta marca tem mais de uma loja no outlet, inclusive uma de bolsas no piso superior.  Na Michael Kors as bolsas começavam em $125 e tinha carteiras maravilhosas por $75. 

Acho que o tempo que ficamos lá foi suficiente. Para voltar, pegamos o ônibus que passa próximo à porta do shopping, mas não espere na porta, ok? Tinha bastante gente por ali, mas o ônibus passa no ponto mesmo, alguns metros adiante. Fizemos toooodo o caminho de volta, andamos com uma mala cheia e nos sentimos seguros em todo o caminho. Eu não sei vocês, mas jamais arriscaria o mesmo em Campinas. Eu ainda tinha de encontrar minha irmã, mas sabia que ela estava vindo cheia de malas, então corremos pra deixar a malona de compras em casa. Dica: para não chamar atenção, a gente nunca colocava as multidões de sacolas e papéis de compras no lixo do prédio. Fizemos isso apenas no último dia, quando descemos com as malas pra voltar pra casa. 

Eu encontrei minha irmã próximo à Livraria Pública e ao prédio da Chrysler, e foi muito legal! Estava com muita saudade, e um terceiro elemento que fala inglês fluente fez muito bem pra gente! Pertinho dali, entramos em uma deli ou pizzaria para comer alguma coisa, e foi muito agradável! Os pedaços de pizza custavam 7$, eram generosos e caprichados, mas tem outras opções também. A Angélica (Gigi) já tinha visitado NY outras duas vezes, já estava bem ambientada e super à vontade por lá, e foi nossa sorte deixar a mala em casa antes, porque a bichinha veio do New Hampshire bem carregada! E trouxe mapple syrup do Vermont :-)



A Gigi foi de Hanover - NH para NY de ônibus pela empresa Dartmouth Coach, e o trajeto custou 149$ ida e volta e levou aproximadamente 5 horas. Não tem este ônibus todos os dias, mas acredito que tenha pelo menos umas 3 vezes por semana. Ela me contou que tem executive seating, conference area, WiFi, maquina de café e snack bar com frutas, granola mix, salgadinhos, etc. e disse que o ônibus é melhor do que todos os aviões a bordo dos quais já viajou.

Cheers! Brinde com a cerveja favorita da sis. Em época de Halloween, tem Blue Moon sabor pumpkin também!
 Obrigada por lerem meu relato, que vai ficar aqui registrado pra reforçar os acertos e evitar que eu cometa alguns erros na próxima viagem! Se, nesse meio tempo, servir de ajuda pra alguém, ótimo!
;-)

20 janeiro, 2015

Viagem para NY - Dia 4 - Central Park, Upper East Side, Fao Schwarz e arredores, Sleep No More

Oi gentem!!
O roteiro de hoje já começa com duas dicas: não subestime o tamanho do CP e o poder de suas trilhas sinuosas, a não ser que você tenha um bom senso de orientação e já tenha passado por lá antes! E também, compre framboesas in natura, e tome no seu breakfast com o iogurte grego deles, maravilhoso!


Era assim que eu começava e acabava meus dias de UW sider!

Pois é!
Neste dia, nós tomamos nosso café da manhã no apto mesmo e saímos de casa bem cedo, com destino ao UES, e para isso fizemos uma travessia pelo CP, na altura da 86th - pelo menos até onde eu lembro, e era isso que estava no roteiro. O fato é que a gente sofreu um pouquinho pra 'atravessar' o parque, mas ok, porque ele é lindo e porque, assim, vi paisagens maravilhosas logo cedo, e ele fazia parte do roteiro! Muito verde, muita gente correndo, muita  gente sarada (que inferno, me tirem daqui rs)... os new yorkers amam mesmo aquele parque! Pela época em que fomos, peguei as folhas começaaaaando a amarelar, mas era tão comecinho que nem chamava a atenção. A nossa meta, no outro lado, era sair na altura do Museum of the city of NY (cuja fachada foi usada para ser a escola Constance de Gossip Girl) e desceríamos a Museum Mile em direção ao Guggenhain, mas pelas voltas que fizemos dentro do parque, acho saímos mais ao sul e decidimos não retornar.

Jackie Kennedy Lake

Não sei o nome deste lago, mas sei que é lindo!

Nós seguimos em direção ao norte da ilha, 'costurando' entre a 5the Ave e a 1th Ave em alguns pontos. Acabou que não achei a casa da Blair, o que o dinheiro e o poder podem proporcionar já que estamos falando de um dos pontos mais ricos de Manhattan. Vi casas lindas, ruas arborizadas e tranquilas, passei em frente ao Shake Shack da East 86th Street, que estava fechado, e conforme fomos seguindo ao norte, começamos a achar várias farmácias Duane e Wallgreens, na minha opinião as mais 'recheadas' de Manhattan. Já arrumei uns quilos pro Fer carregar por ali mesmo, e até uma Lay's de capuccino, que complementou nosso breakfast. Até a cashier ficou admirada da nossa escolha rs.

Sabores inusitados no UES

Andamos bastante, sempre na mesma direção. Fomos ao David's Tea, que já é mais ao norte e pode ser um bom lugar para comprar uma recordação de NY, pois eles tem mugs lindas lá! Eu aproveitei e comprei vários chás a granel, e de latinha também. Passei também pela Sabon, uma loja fofa de sabonetes, fragrâncias e o que mais você imaginar, e tantas lojas por ali! Eu não sei quanto às pessoas que foram pra NY mais de uma vez, mas eu achei esta região muito bonita, perto do burburinho mas ainda com algumas surpresas boas para os olhos e ruas um pouco mais tranquilas, fachadas interessantes, eu curto estas coisas. Comemos hot dog comprado nos carrinhos de rua mesmo, e foi assim que eu decidi que prefiro o nosso hot dog brasileiro com purê de batata e muito molho e batata palha por cima.

Fomos também à Baked By Melissa para comprar mini cupcakes, não sei até agora se gosto ou desgosto, mas como comprei pra provar, está valendo! Seguindo o caminho para o diabetes, paramos na Dylan's Candy, que fica ali perto. A loja, que tem cheiro de doce e é cheia de doce e tem uma escada decorada com doces, estava relativamente vazia, assim pudemos olhar tudo tranquilamente e fazer nossas comprinhas. Ironicamente, o preço é um pouquinho salgado rs...eu me diverti, porque tem muitas opções de gomas!


Nossas escolhas na Baked By Melissa.

Dylan's Candy: se os doces estiverem organizados por cor, eu gosto mais ainda! rs

Na mesma loja, sangue do tipo B...

... mas aqui o banco de sangue é variado e tem para os zumbis também!
 Neste dia, aproveitamos para dar uma espiada na loja da Apple, que estava lotada, e entramos na Fao Schwarz, passamos em frente à Radio City Music Hall, e fomos fazer uma refeição gordurosa no KFC. Eu já conhecia porque fui na KFC do Rio de Janeiro. Estava com muita fome e aquele frango crispy me parecia a primeira maravilha do mundo gastronômico, mas depois a refeição pesa um pouco. Não irei de novo, apesar de ser bem econômico. O baldão que serve umas 4 pessoas com todos os acompanhamentos custou cerca de 22$.
Depois, voltamos pra casa - e aqui vocês observam que a gente fez valer aquele passe ilimitado de metrô, né? Mas ainda não era hora de descansar - e bem que nossas pernas pediam por descanso! Dia de Sleep No More, bebê!
Bom, a gente ainda não conhecia o Chelsea, mas metemos as caras para achar McKittrick Hotel, hotel antigo que foi reformado para servir de cenário para o espetáculo. Esta é uma peça off-off Broadway, interativa (e um ator interagiu comigo X-), ideal pra quem, como eu, não tem lá muita preferência por musicais em geral ou só está a fim de fazer algo diferente.  
A fila se forma na rua, se você marcar com um grupo chegue junto com ele, porque o segurança não deixa furar a fila de jeito nenhum. Achei um lugar pra  viver, longe dos fura-filas rs. Quando você entra, recebe a famosa carta de baralho que vai separar os grupos para entrar no elevador, e a máscara que vai esconder seu rosto durante a sua estadia por lá. E o espetáculo já começa no elevador. Eu ganhei carta diferente da do marido, mas decidimos blefar e entrar juntos, porque já tinha lido que o lugar é um labirinto, seria difícil encontrar com alguém lá, e com máscara então, boa sorte! Eu aconselho a entrar no primeiro horário, pois o lugar ainda está mais vazio, dá pra ver melhor os detalhes, pois à medida que os grupos vão entrando, vai ficando mais cheio e em algumas das principais cenas, pode ser um pouco tenso.
A história, baseada em Macbeth, é toda 'quebrada' e vai acontecendo em diferentes cômodos ao mesmo tempo, mas nem todas as salas comportam atuação: servem apenas de cenário. Para 'construir' uma sequência, basta seguir os atores que passam pela gente, bem apressados. Provavelmente você não irá entender a série cronológica da coisa, mas no final juntará algumas peças e saberá pelo menos uma parte dela. Poucas cenas envolvem fala, a comunicação é mais cênica mesmo, e muitas delas envolvem dança. Mas se prepare para dar aquele pulo de susto quando o ator gritar bem atrás de você. O cenário é macabro, mas não chega a ser assustador. Os valores variam de 80$ a 100$ dependendo do dia da semana e horário, basta conferir no site deles. Nós ficamos umas 3 horas e meia por ali, e só na últimos 40 minutos posso dizer que já estava muito cansada, talvez por ter andado tanto ao longo do dia. Estas andanças todas tiram um pouco do nosso pique, então não reservei lugar no bar para depois do espetáculo - esta reserva é feita ao comprar o ingresso pelo site, e paga a mais por isso, mas mesmo assim pedi um martini no balcão, e a energia ali é muito legal, como se a gente tivesse voltado no tempo, no comecinho do século passado. Sei que depois de quase quatro horas andando lá dentro e sem comer nada, aquele martini foi direto pra cabeça e eu saí beeeem feliz pelas ruas do Chelsea! 

Estilo anonymous pelas ruas do Chelsea.
E aí estava tão animada que quase nem tirei fotos nas ruas. Este espetáculo é uma experiência e tanto, indico SUPER mas com a ressalva de que se informem antes pra ver se tem a ver com o perfil do interessado.  Somente para adultos, não pode entrar com bolsa, não pode fotografar, nem usar celular, pode carregar só o que couber no bolso. Você estará lá e não poderá mandar aquela selfie, mas valerá a pena! #taizaironica #deixemocelulardelado
Depois, metrô, cama, porque 'amanhã' tem Jersey Garden's!
Amanhã tem mais! See you!

16 janeiro, 2015

Viagem para NY – Dia 03 – Empire Bd., 21th Century e MetLife Stadium.



Olá pessoal!
Antes de começar o roteiro do terceiro dia, peço a todos que prestem atenção a um detalhe: no mapa muita coisa parece perto em Manhattan, mas não se enganem. Especialmente quando você olha o mapa no sentido das ruas com nomes de número, ou seja, quadras 'horizontais', pois a maioria das quadras é retangular, e o lado maior do retângulo costuma ser matador. Afinal, vocês já visitaram pontos turísticos, o que muitas vezes envolve ficar em pé na fila, já ficarem em pé nas lojas, podem estar carregados de sacolas. Recorram sempre ao bom e velho google.maps e baixem o aplicativo do mapa do metrô. Tenham em mente que é uma cidade onde você ou vai andar muito, ou vai andar muito de metrô e não curtir tanto o que tem lá fora, ou vai deixar as economias de um tempo considerável pagando táxi. Eu não precisei de táxi nenhuma vez sequer. Sim, voltei de NY em andar nos yellow cabs e não senti falta disso rs. Mas dizem que pode ser bem emocionante.


Vista de cima do Empire.

Flatiron Building, que já foi o arranha céu mais alto de Manhattan.
 Seguindo com o relato: dia de ter uma bela vista de NY. O nosso plano inicial era fazer isso ao por do sol, mas nos dias anteriores passamos por ali e vimos que à medida que o dia cai, a fila aumenta. Eu sinceramente fiquei pensando como seria disputar um lugar no meio de tanta gente, lá em cima, pra ver a cidade. Pelo sim, pelo não, fomos de manhã, e com a roupa errada, porque ventava e fez um frio daqueles lá em cima! Então, nota mental pra próxima: leve um casaquinho daqueles que cabem na bolsa ou mochila. Compensou pegar o lugar ‘frequentado porém tranquilo’, e pudemos explorar a vista de Manhattan sem pressa, sem muvuca. É incrível ver a cidade lá de cima, sinto que todas as fotos que eu vi antes de ir não fazem justiça à vista maravilhosa de lá. No prédio, tem também uma loja de souvenir, acho que paguei em torno de $28,00 na gravura/foto que escolhi, e vem num tubo pra não amassar e emoldurar quando chegar no seu país.
Este foi um dia só para os que não têm preguiça!  Metrô até a estação Chambers St. pertinho do começo da ponte do Brooklyn e pertinho do centro cívico. A gente aproveitou pra pedir waffles num carrinho numa praça ali perto. Muito bons e custaram cerca de $6,00 cada. Observamos a One Tower, andamos um pouco por ali, gastamos boa parte da manhã/tarde na Century 21, já conhecida dos brasileiros, aliás, cheia de meus compatriotas por lá. Eu fiz várias compras, alguns achados, mas lojas tão grandes quanto esta me dão nos nervos, porque eu levo boa parte do tempo pra me localizar. Sei lá, eu já não curto provar/comprar roupas em lojas normais, esta tinha fila no provador, e vários andares. Se você gostar de algo, já leve com você e em mais de um número, porque voltar pra procurar de novo deve dar depressão, fora que não fui em época de promoção, então foram compras razoáveis. Paguei creio que $39,00 num tênis bom da Asics, estas coisas. Na próxima, acho que farei todas as minhas compras no Jersey Garden’s e vou evitar esta loja.

A caminho da Century 21, pausa para waffles. Deliciosos e feitos na hora.
Depois das compras, já perto do centro, choveu um pouquinho e aproveitamos pra ‘almoçar’ lá pelas 15:00h no Five Guys, também muito conhecido dos brasileiros e a fama se justifica. Delícia de hambúrguer e o atendimento foi show!
Barriga cheia, eu já conseguia pensar em outras coisas a não ser em comida, e por isso entrei na Sephora ali pertinho pra gastar uns dólares. Eu achei que fosse comprar muita maquiagem numa ocasião assim, mas acabou que quando finalmente viajei, eu já tinha quase tudo de que precisava. Ainda assim, aproveitei bastante; comprei coisas pra mim e pra minha mãe, acho desnecessário falar de preços pois tem tudo no site da loja, para eventuais comparações com os preços brasileiros. Prefira as Sephoras maiores: apesar de mais cheias de gente, são também mais cheias de opção. Numa destas lojas, fiquei surpresa porque, ao perguntar pela cor correta de base a atendente usou um aparelho para analisar a cor da minha pele em três pontos do rosto, e depois as  sugestões aparecem na tela de um computador, separadas por nível de cobertura. Assim só precisei testar duas bases para escolher a que eu queria. Adooooro praticidade!
Depois, visita à Lindt, na 5th Ave. OMG, e mais uma  vez a indecisão. Nem vou falar o que comprei pq fica até chato, mas posso dizer que tinha promoção para quem comprava 3 pacotes de um quilo de trufas: ganhava mais dois. Acho que esta é uma promoção fixa por lá.  Sei que no fim das contas, cada pacote saía por $15,00. Um quilo de trufas. E ainda ganha cartão de $5 para  gastar em um outro dia. É de te tornar dependente!
Dependendo do seu trajeto você vai passar por este lugar várias vezes durante a viagem, e se possível, passe mais de uma vez para admirar as lojas chiquérrimas desta ampla avenida. Perto da Lindt tem também loja da Godiva, para os que preferem chocolate belga rs. 
Na Lindt: rolou uma indecisão.
Depois, nós corremos para deixar os quilos de choc... ops, compras em casa (este dia foi hard), e voltamos para encontrar a minha amiga Dani, que é de SP e estava fazendo curso de Inglês por lá, para ir a um jogo no MetLife Stadium em NJ. O trajeto entre o apartamento e o estádio envolve metrô, trem, ônibus e depois o contrário para a volta.  Quando você desce do trem, até um certo horário, tem uma fila de ônibus esperando para levar ao estádio. Importante: você não pode entrar com mochilas no estádio. Em contrapartida, ele forneceram um lugar para deixar nossa mochila e não cobraram nada por isso. Se fosse no BR, já sabem... Nós ficamos nas arquibancadas bem no alto, então encaramos lances intermináveis de escada e, já sentados, dá uma tontura olhar pra baixo! As fileiras de assentos tem pouco espaço entre si, se vc tiver de chegar ou sair vai atrapalhar um monte de gente, então não fique bebendo refri, ou compre o assento bem do  comecinho da fila rs. O jogo foi ruim, mas nos divertimos muito nesta noite, valeu demais! E fora que conhecer o MetLife e a organização dos americanos em relação às filas e logística foi muito legal! Chegamos em casa à 1:00  a.m. e deu tudo certo, tirando a parte de estarmos ‘mortos com farofa’.

No MetLife, a nossa vista do jogo Brasil X Equador. 
 Dia puxado! Não esqueça de que nas lojas você ficará em pé na maior parte do tempo rs.
See you! ;-)