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Um espaço para falarmos daquilo que nos deixa felizes, aquelas coisinhas que melhoram o nosso humor num dia azedo.Maquiagem, culinária, viagens, bem estar, livros. Escolha um lugarzinho bem confortável no sofá, que assunto não há de faltar!

20 janeiro, 2015

Viagem para NY - Dia 4 - Central Park, Upper East Side, Fao Schwarz e arredores, Sleep No More

Oi gentem!!
O roteiro de hoje já começa com duas dicas: não subestime o tamanho do CP e o poder de suas trilhas sinuosas, a não ser que você tenha um bom senso de orientação e já tenha passado por lá antes! E também, compre framboesas in natura, e tome no seu breakfast com o iogurte grego deles, maravilhoso!


Era assim que eu começava e acabava meus dias de UW sider!

Pois é!
Neste dia, nós tomamos nosso café da manhã no apto mesmo e saímos de casa bem cedo, com destino ao UES, e para isso fizemos uma travessia pelo CP, na altura da 86th - pelo menos até onde eu lembro, e era isso que estava no roteiro. O fato é que a gente sofreu um pouquinho pra 'atravessar' o parque, mas ok, porque ele é lindo e porque, assim, vi paisagens maravilhosas logo cedo, e ele fazia parte do roteiro! Muito verde, muita gente correndo, muita  gente sarada (que inferno, me tirem daqui rs)... os new yorkers amam mesmo aquele parque! Pela época em que fomos, peguei as folhas começaaaaando a amarelar, mas era tão comecinho que nem chamava a atenção. A nossa meta, no outro lado, era sair na altura do Museum of the city of NY (cuja fachada foi usada para ser a escola Constance de Gossip Girl) e desceríamos a Museum Mile em direção ao Guggenhain, mas pelas voltas que fizemos dentro do parque, acho saímos mais ao sul e decidimos não retornar.

Jackie Kennedy Lake

Não sei o nome deste lago, mas sei que é lindo!

Nós seguimos em direção ao norte da ilha, 'costurando' entre a 5the Ave e a 1th Ave em alguns pontos. Acabou que não achei a casa da Blair, o que o dinheiro e o poder podem proporcionar já que estamos falando de um dos pontos mais ricos de Manhattan. Vi casas lindas, ruas arborizadas e tranquilas, passei em frente ao Shake Shack da East 86th Street, que estava fechado, e conforme fomos seguindo ao norte, começamos a achar várias farmácias Duane e Wallgreens, na minha opinião as mais 'recheadas' de Manhattan. Já arrumei uns quilos pro Fer carregar por ali mesmo, e até uma Lay's de capuccino, que complementou nosso breakfast. Até a cashier ficou admirada da nossa escolha rs.

Sabores inusitados no UES

Andamos bastante, sempre na mesma direção. Fomos ao David's Tea, que já é mais ao norte e pode ser um bom lugar para comprar uma recordação de NY, pois eles tem mugs lindas lá! Eu aproveitei e comprei vários chás a granel, e de latinha também. Passei também pela Sabon, uma loja fofa de sabonetes, fragrâncias e o que mais você imaginar, e tantas lojas por ali! Eu não sei quanto às pessoas que foram pra NY mais de uma vez, mas eu achei esta região muito bonita, perto do burburinho mas ainda com algumas surpresas boas para os olhos e ruas um pouco mais tranquilas, fachadas interessantes, eu curto estas coisas. Comemos hot dog comprado nos carrinhos de rua mesmo, e foi assim que eu decidi que prefiro o nosso hot dog brasileiro com purê de batata e muito molho e batata palha por cima.

Fomos também à Baked By Melissa para comprar mini cupcakes, não sei até agora se gosto ou desgosto, mas como comprei pra provar, está valendo! Seguindo o caminho para o diabetes, paramos na Dylan's Candy, que fica ali perto. A loja, que tem cheiro de doce e é cheia de doce e tem uma escada decorada com doces, estava relativamente vazia, assim pudemos olhar tudo tranquilamente e fazer nossas comprinhas. Ironicamente, o preço é um pouquinho salgado rs...eu me diverti, porque tem muitas opções de gomas!


Nossas escolhas na Baked By Melissa.

Dylan's Candy: se os doces estiverem organizados por cor, eu gosto mais ainda! rs

Na mesma loja, sangue do tipo B...

... mas aqui o banco de sangue é variado e tem para os zumbis também!
 Neste dia, aproveitamos para dar uma espiada na loja da Apple, que estava lotada, e entramos na Fao Schwarz, passamos em frente à Radio City Music Hall, e fomos fazer uma refeição gordurosa no KFC. Eu já conhecia porque fui na KFC do Rio de Janeiro. Estava com muita fome e aquele frango crispy me parecia a primeira maravilha do mundo gastronômico, mas depois a refeição pesa um pouco. Não irei de novo, apesar de ser bem econômico. O baldão que serve umas 4 pessoas com todos os acompanhamentos custou cerca de 22$.
Depois, voltamos pra casa - e aqui vocês observam que a gente fez valer aquele passe ilimitado de metrô, né? Mas ainda não era hora de descansar - e bem que nossas pernas pediam por descanso! Dia de Sleep No More, bebê!
Bom, a gente ainda não conhecia o Chelsea, mas metemos as caras para achar McKittrick Hotel, hotel antigo que foi reformado para servir de cenário para o espetáculo. Esta é uma peça off-off Broadway, interativa (e um ator interagiu comigo X-), ideal pra quem, como eu, não tem lá muita preferência por musicais em geral ou só está a fim de fazer algo diferente.  
A fila se forma na rua, se você marcar com um grupo chegue junto com ele, porque o segurança não deixa furar a fila de jeito nenhum. Achei um lugar pra  viver, longe dos fura-filas rs. Quando você entra, recebe a famosa carta de baralho que vai separar os grupos para entrar no elevador, e a máscara que vai esconder seu rosto durante a sua estadia por lá. E o espetáculo já começa no elevador. Eu ganhei carta diferente da do marido, mas decidimos blefar e entrar juntos, porque já tinha lido que o lugar é um labirinto, seria difícil encontrar com alguém lá, e com máscara então, boa sorte! Eu aconselho a entrar no primeiro horário, pois o lugar ainda está mais vazio, dá pra ver melhor os detalhes, pois à medida que os grupos vão entrando, vai ficando mais cheio e em algumas das principais cenas, pode ser um pouco tenso.
A história, baseada em Macbeth, é toda 'quebrada' e vai acontecendo em diferentes cômodos ao mesmo tempo, mas nem todas as salas comportam atuação: servem apenas de cenário. Para 'construir' uma sequência, basta seguir os atores que passam pela gente, bem apressados. Provavelmente você não irá entender a série cronológica da coisa, mas no final juntará algumas peças e saberá pelo menos uma parte dela. Poucas cenas envolvem fala, a comunicação é mais cênica mesmo, e muitas delas envolvem dança. Mas se prepare para dar aquele pulo de susto quando o ator gritar bem atrás de você. O cenário é macabro, mas não chega a ser assustador. Os valores variam de 80$ a 100$ dependendo do dia da semana e horário, basta conferir no site deles. Nós ficamos umas 3 horas e meia por ali, e só na últimos 40 minutos posso dizer que já estava muito cansada, talvez por ter andado tanto ao longo do dia. Estas andanças todas tiram um pouco do nosso pique, então não reservei lugar no bar para depois do espetáculo - esta reserva é feita ao comprar o ingresso pelo site, e paga a mais por isso, mas mesmo assim pedi um martini no balcão, e a energia ali é muito legal, como se a gente tivesse voltado no tempo, no comecinho do século passado. Sei que depois de quase quatro horas andando lá dentro e sem comer nada, aquele martini foi direto pra cabeça e eu saí beeeem feliz pelas ruas do Chelsea! 

Estilo anonymous pelas ruas do Chelsea.
E aí estava tão animada que quase nem tirei fotos nas ruas. Este espetáculo é uma experiência e tanto, indico SUPER mas com a ressalva de que se informem antes pra ver se tem a ver com o perfil do interessado.  Somente para adultos, não pode entrar com bolsa, não pode fotografar, nem usar celular, pode carregar só o que couber no bolso. Você estará lá e não poderá mandar aquela selfie, mas valerá a pena! #taizaironica #deixemocelulardelado
Depois, metrô, cama, porque 'amanhã' tem Jersey Garden's!
Amanhã tem mais! See you!

16 janeiro, 2015

Viagem para NY – Dia 03 – Empire Bd., 21th Century e MetLife Stadium.



Olá pessoal!
Antes de começar o roteiro do terceiro dia, peço a todos que prestem atenção a um detalhe: no mapa muita coisa parece perto em Manhattan, mas não se enganem. Especialmente quando você olha o mapa no sentido das ruas com nomes de número, ou seja, quadras 'horizontais', pois a maioria das quadras é retangular, e o lado maior do retângulo costuma ser matador. Afinal, vocês já visitaram pontos turísticos, o que muitas vezes envolve ficar em pé na fila, já ficarem em pé nas lojas, podem estar carregados de sacolas. Recorram sempre ao bom e velho google.maps e baixem o aplicativo do mapa do metrô. Tenham em mente que é uma cidade onde você ou vai andar muito, ou vai andar muito de metrô e não curtir tanto o que tem lá fora, ou vai deixar as economias de um tempo considerável pagando táxi. Eu não precisei de táxi nenhuma vez sequer. Sim, voltei de NY em andar nos yellow cabs e não senti falta disso rs. Mas dizem que pode ser bem emocionante.


Vista de cima do Empire.

Flatiron Building, que já foi o arranha céu mais alto de Manhattan.
 Seguindo com o relato: dia de ter uma bela vista de NY. O nosso plano inicial era fazer isso ao por do sol, mas nos dias anteriores passamos por ali e vimos que à medida que o dia cai, a fila aumenta. Eu sinceramente fiquei pensando como seria disputar um lugar no meio de tanta gente, lá em cima, pra ver a cidade. Pelo sim, pelo não, fomos de manhã, e com a roupa errada, porque ventava e fez um frio daqueles lá em cima! Então, nota mental pra próxima: leve um casaquinho daqueles que cabem na bolsa ou mochila. Compensou pegar o lugar ‘frequentado porém tranquilo’, e pudemos explorar a vista de Manhattan sem pressa, sem muvuca. É incrível ver a cidade lá de cima, sinto que todas as fotos que eu vi antes de ir não fazem justiça à vista maravilhosa de lá. No prédio, tem também uma loja de souvenir, acho que paguei em torno de $28,00 na gravura/foto que escolhi, e vem num tubo pra não amassar e emoldurar quando chegar no seu país.
Este foi um dia só para os que não têm preguiça!  Metrô até a estação Chambers St. pertinho do começo da ponte do Brooklyn e pertinho do centro cívico. A gente aproveitou pra pedir waffles num carrinho numa praça ali perto. Muito bons e custaram cerca de $6,00 cada. Observamos a One Tower, andamos um pouco por ali, gastamos boa parte da manhã/tarde na Century 21, já conhecida dos brasileiros, aliás, cheia de meus compatriotas por lá. Eu fiz várias compras, alguns achados, mas lojas tão grandes quanto esta me dão nos nervos, porque eu levo boa parte do tempo pra me localizar. Sei lá, eu já não curto provar/comprar roupas em lojas normais, esta tinha fila no provador, e vários andares. Se você gostar de algo, já leve com você e em mais de um número, porque voltar pra procurar de novo deve dar depressão, fora que não fui em época de promoção, então foram compras razoáveis. Paguei creio que $39,00 num tênis bom da Asics, estas coisas. Na próxima, acho que farei todas as minhas compras no Jersey Garden’s e vou evitar esta loja.

A caminho da Century 21, pausa para waffles. Deliciosos e feitos na hora.
Depois das compras, já perto do centro, choveu um pouquinho e aproveitamos pra ‘almoçar’ lá pelas 15:00h no Five Guys, também muito conhecido dos brasileiros e a fama se justifica. Delícia de hambúrguer e o atendimento foi show!
Barriga cheia, eu já conseguia pensar em outras coisas a não ser em comida, e por isso entrei na Sephora ali pertinho pra gastar uns dólares. Eu achei que fosse comprar muita maquiagem numa ocasião assim, mas acabou que quando finalmente viajei, eu já tinha quase tudo de que precisava. Ainda assim, aproveitei bastante; comprei coisas pra mim e pra minha mãe, acho desnecessário falar de preços pois tem tudo no site da loja, para eventuais comparações com os preços brasileiros. Prefira as Sephoras maiores: apesar de mais cheias de gente, são também mais cheias de opção. Numa destas lojas, fiquei surpresa porque, ao perguntar pela cor correta de base a atendente usou um aparelho para analisar a cor da minha pele em três pontos do rosto, e depois as  sugestões aparecem na tela de um computador, separadas por nível de cobertura. Assim só precisei testar duas bases para escolher a que eu queria. Adooooro praticidade!
Depois, visita à Lindt, na 5th Ave. OMG, e mais uma  vez a indecisão. Nem vou falar o que comprei pq fica até chato, mas posso dizer que tinha promoção para quem comprava 3 pacotes de um quilo de trufas: ganhava mais dois. Acho que esta é uma promoção fixa por lá.  Sei que no fim das contas, cada pacote saía por $15,00. Um quilo de trufas. E ainda ganha cartão de $5 para  gastar em um outro dia. É de te tornar dependente!
Dependendo do seu trajeto você vai passar por este lugar várias vezes durante a viagem, e se possível, passe mais de uma vez para admirar as lojas chiquérrimas desta ampla avenida. Perto da Lindt tem também loja da Godiva, para os que preferem chocolate belga rs. 
Na Lindt: rolou uma indecisão.
Depois, nós corremos para deixar os quilos de choc... ops, compras em casa (este dia foi hard), e voltamos para encontrar a minha amiga Dani, que é de SP e estava fazendo curso de Inglês por lá, para ir a um jogo no MetLife Stadium em NJ. O trajeto entre o apartamento e o estádio envolve metrô, trem, ônibus e depois o contrário para a volta.  Quando você desce do trem, até um certo horário, tem uma fila de ônibus esperando para levar ao estádio. Importante: você não pode entrar com mochilas no estádio. Em contrapartida, ele forneceram um lugar para deixar nossa mochila e não cobraram nada por isso. Se fosse no BR, já sabem... Nós ficamos nas arquibancadas bem no alto, então encaramos lances intermináveis de escada e, já sentados, dá uma tontura olhar pra baixo! As fileiras de assentos tem pouco espaço entre si, se vc tiver de chegar ou sair vai atrapalhar um monte de gente, então não fique bebendo refri, ou compre o assento bem do  comecinho da fila rs. O jogo foi ruim, mas nos divertimos muito nesta noite, valeu demais! E fora que conhecer o MetLife e a organização dos americanos em relação às filas e logística foi muito legal! Chegamos em casa à 1:00  a.m. e deu tudo certo, tirando a parte de estarmos ‘mortos com farofa’.

No MetLife, a nossa vista do jogo Brasil X Equador. 
 Dia puxado! Não esqueça de que nas lojas você ficará em pé na maior parte do tempo rs.
See you! ;-)

15 janeiro, 2015

Viagem para NY – Dia 2 (Soho, Nolita, East Village e Flatiron District)




Oi gente! Estou pronta para o post do segundo dia na cidade que nunca dorme oh, wait! Ela não só dorme, como acorda tarde hehe! #insomniafail
Mas antes, algumas considerações sobre a nossa locomoção por lá: em Manhattan, os nomes das ruas não deixam você  perdido, pelo menos não por muito tempo, mas é importante saber alguns pontos de referência.  Se olhar o mapa, verá que a maioria dos bairros segue um padrão em suas ruas e quadras. O West Village, e o Financial District são algumas das exceções, mas fora isso, andar por lá é bem ‘óbvio’. Eu já sabia que um bairro era diferente do outro com base nas pesquisas que fiz, mas fui surpreendida porque, dependendo do lugar, ao atravessar a rua já percebemos que mudamos de bairro. Very cool! Dependendo de onde você estiver, você pode se nortear pelos prédios famosos, como se o Empire State Building fosse uma estrela polar ou algo assim.
Em NY, há uma Starbucks e uma Duane Reade em praticamente todas as quadras rs... Usei muito a Starbucks pra tomar café  e, pode parecer besteira mas todo brasileiro já pegou a dica: Starbucks tem banheiro, hehe! Ok, não são os mais limpos, ao longo do dia pode piorar, mas compensa isso a pegar metrô pra voltar para a acomodação ou hotel. Forma fila e uma boa porcentagem dela é composta de brasileiros. Tá com saudade de casa? Quer ouvir a língua mãe? Já sabe o lugar! Ah, algumas delas tem apenas um banheiro, unissex.  
Neste dia, acordamos muito cedo pra quem está de férias, às 7 a.m., e fomos andando até o Whole Foods e paramos na Starbucks no caminho. Nós voltamos outras vezes a este mercado, mas eu gostaria de poder gastar meio dia e uns $300,00  lá dentro. Depois de deixar a compra em casa, pegamos o metrô de sempre (azul, downtown, linhas A ou C) e descemos na Spring St., nosso ponto de início para um dia de muita caminhada! 
O SoHo é lindinho e é tudo o que você já leu por aí! Cara de boêmio, cheio de restaurantes, gente bonita, um charme! Nós descemos na  estação da Spring St. (a linha azul passa por lá) e seguimos por ela observando as lojas, os cafés, seus prédios com escadas de incêndio, as livrarias (Kate’s e Papyrus),  e também pela Broome St e outras ao redor, passando pela Sur La Table, uma loja fofinha pra quem quer comprar coisas para casa e temperos. O preço não é dos mais amygos, mas foi lá que eu comprei meu timer de joaninha, e o marido fez a festa nos sais pretos, vermelhos e rosas do Himalaia e etc. Saímos, já carregando uma sacola razoável de coisas quebráveis,  em direção ao restaurante L’Asso, ali pertinho, na esquina da Kenmare St. com a Mott St., Nolita.  O motivo? Fazer pose em frente às asas de borboleta da Kelsey Montague! As asas já foram apagadas, mas foi muito legal! Quem pesquisar por #kelseymontagueart ou #whatliftsyou vai entender o movimento. 

In love  com as asas!
 
O Nolita é muito famoso e charmoso também, creio que em alguns pontos ele e o SoHo se ‘misturam’, e eu não sei fazer uma análise mais detalhada dos dois, mas são encantadores, na minha modesta opinião um dos passeios mais agradáveis de se fazer a pé em NY. Dizem que a night é animada. E fora que ali você tem tudo: desde lojinhas pequenas até lojas de grifes famosas, como Marc Jacobs, Chanel, e outras tantas que eu não entrei haha! Basta ter dinheiro que opções não faltarão, juro! Andamos pelas ruas de prédios de aço do começo do século, curtindo a vista,  e eu lembro que estavam arrumando algumas ruas do Little Italy para o festival de San Genaro. E o marido já de saco cheio porque eu quebrava o pescoço para todas as vitrines, eu praticamente andando ‘dis costas’ pra poder ver mais.
Gastamos algumas horas nestes trajeto, mas se você não tiver  o espírito camelante que eu tenho, pode gastar meio dia só curtindo as lojas, almoçando, observando a cidade. Eu não posso dizer que precisei correr em nenhum momento, mas se quisesse poderia ter gastado mais umas duas horas por ali. Tudo muito fofo, mas eu tinha ainda que conhecer o berço do punk na cidade – East Village. E quando você atravessa a Bowery, uma rua bem larga, e chega ao outro lado, você já percebe a diferença até no aspecto das ruas. Não vou dizer que é o meu tipo de bairro, mas não posso negar que o bichinho tem história e personalidade de sobra! Eu estava de olho na cultura, nas pessoas, mas queria também achar a Economy Candy, uma loja de doces toda apertada e entulhada de açúcar em suas mais diversas formas e texturas. A loja não é uma lindeza feito a prima (de terceiro grau) rica Dylan’s Candy, mas os preços aqui são muito melhores, a ponto de achar barra grande de Lindt de 300g por $6,99 cada. Fizemos a festa!

Foco no que interessa ;-) Rolou indecisão na Economy Candy.
 Carboidratos e açúcares  garantidos, chegou a hora dos salgados, na Katz Delicatessen. Esta deli é muito tradicional e dispensa maiores apresentações, e alguns filmes tiveram cenas rodadas por lá. O que o pessoal mais comenta é o “Harry e Sally: feitos um para o outro”, que eu não assisti. O lugar tem história e as paredes cheias de fotos de celebridades que passaram por ali ao longo do tempo.  Pra mim, também fica conhecida pelos picles gigantes que colocam junto com o sanduíche. #tenso
De um lado, senta quem vai ser atendido por garçon, e nós sentamos do outro para saborear o pastramão gigante, e eu pedi o Matzo Ball, que é uma bola matzá servida com caldo e uma outra sopinha de frango.  Eu sabia que queria os dois primeiros, mas na hora rolou uma emoção e um medo de não ter onde sentar, e o Fernando teve de correr pra pegar mesa enquanto eu fui pedir a comida, aí tive de improvisar nesta última sopa. O lugar não é caro, e o que provamos estava bem servido. Salvo engano, gastamos menos de $30,00 já com a bebida.
PS - O matzo, ou matzá, é um pão sem fermento, de origem judaica. NY também é um bom lugar para apreciadores de comida kosher, seja em alguns restaurantes ou em supermercados. Alguns são específicos kosher, outros apenas oferecem estes produtos. 

Se nem eu dou conta de um sanduíche de pastrami, você deve considerar dividir o seu em duas partes, se estiver acompanhado(a).
 Atenção porque o atendimento neste lugar foi muito rápido, então não é um bom lugar para ficar indeciso e fazer cara de ‘hum, o que tem pra hoje?’ na fila.  É tipo a fila do caixa de algumas lojas de departamentos aqui no BR, só que ao contrário, então decida-se antes.
Ah, não sou fã, mas preciso citar que em algum ponto deste passeio a Paris Hilton passou do nosso lado, a caminho de sua salada em um restaurante chique na Bowery - ela deve pesar uns 45 kg. Com certeza não comeu um big pastrami rs...
Nós tínhamos a intenção de passar em frente ao CBGB, clube que foi o berço do punk nos anos 80 e onde atualmente funciona uma loja, e de fato acredito que passamos por lá, mas não percebemos, mesmo com o meu roteiro encadernado... Uma pena!
Depois, caminhamos até o Flatiron Building, que tem uma loja da MAC em seu andar térreo, e a seu lado uma pracinha com vista incrível do Empire Bd. Eu consegui ainda visitar a DSW, da qual tive indicações para comprar sapatos e bolsas, ali pertinho, e fomos também ao Eataly para comprar algumas coisinhas. Visitamos a Best Buy nas redondezas, procurando por laptop e mochila., é bom olhar o site da loja, porque muitas vezes o site é mais completo do que a loja física.  Arrependimento do dia: não ter parado na chocolateria Max Brenner, ali pertíssimo. Fiz dessas de não parar num lugar porque a- não estava com fome na hora; b-estava com pressa; ou c- achei que teria tempo de passar em outro dia. Claro que o Murphy estava de olho. Tomamos o metrô (sempre linha azul, A ou C) sentido Uptown para ir pra casa, e provavelmente à noite ainda fomos às groceries lá perto.

Acho que está bom pra um segundo dia, né? Foi lindo, mas muito cansativo!
;-)